domingo, 17 de abril de 2016

Três Poderes

Nosso mundo está mudado.
Está mesmo.
Países em conflito, pessoas em fuga para outros países para recomeçar a vida.
Países da Europa, antes a foto de turismo, hoje em dia retrato de foragidos e desabrigados.

No Brasil, povo jovem, quinhentos anos e tal... existe uma ameaça também. Que nasceu e foi crescendo à sombra da acomodação. Digo seguramente, sem ser de partido algum, sem ser admirador desse ou daquela figura política, que estamos pagando o preço de duas máximas: "Tem que levar vantagem em tudo, certo?" e "Não se discute política".
Por não discutirmos (sinônimo de debater, argumentar, pleitear e defender) é que passamos pelos problemas que estamos passando. Não falo do processo de ameaça de impeachment, mas pela divisão que deixamos causar no nosso país e que qualquer um com mais esclarecimento e habilidade tira proveito de nós, o povo.
Ainda vivemos como no sertão onde o Coroné comprava nosso voto com um agrado, seja dinheiro ou oportunidade, favores.
Se queremos ser um país com algum futuro, não devemos trucidar nossas opiniões e nem quem tem opinião contrária por causa de líderes fracos e corruptos. Por vezes vejo alguns de nós repetindo a mesma idolatria que foi vítima o povo alemão antes da Segunda Grande Guerra Mundial. Um povo carente de esperança abraçou a voz gritante de Hitler e assim causou uma ferida enorme na humanidade.

Tirando os estilhaços que nos tornamos, e que podemos ainda consertar, o país está dividido em quem está no poder, quem quer estar no poder e nós que pagamos a conta da corrupção de todos os políticos que levaram a esse rombo na economia, afugentando empresas, fechando lojas, deixando pai de família desempregado.

Não vai haver golpe e nem impeachment, vai haver é oportunismo de um lado e de outro se não pararmos de brincar e começarmos a falar sério exigindo de quem estiver no poder que cumpra sua palavra, promessas de campanhas, ou renuncie e deixe para outro, alguém responsável, fazer o que é certo.

Minha opinião. Meu desabafo.




Um comentário:

Mauro Rondon disse...

Disse tudo, o jogo é de interesses próprios, de acusações e oportunismo, como bem dito por você.

"Não vai haver golpe e nem impeachment, vai haver é oportunismo de um lado e de outro se não pararmos de brincar e começarmos a falar sério exigindo de quem estiver no poder que cumpra sua palavra, promessas de campanhas, ou renuncie e deixe para outro, alguém responsável, fazer o que é certo."