domingo, 6 de março de 2016

Os Dois Reinos

Era uma vez dois reinos que competiam um pelo território do outro.
Um lado era o reino Azul e o outro o reino Vermelho.
O rei do lado azul tinha uma linda filha chamada Alice. E o rei do lado vermelho tinha uma filha, também, chamada Valéria.
Um dia as duas pequenas princesas perguntaram aos seus pais se poderiam fazer algo divertido com a princesa do outro reino, brincar juntas. Os dois sempre respondiam que não podiam porque estavam planejando a derrota do adversário.
Até que um dia elas se aproximaram em um limite entre os reinos:
- Olá ! - disse Valéria dando um sorriso.
- Olá, meu nome é Alice - respondeu a princesinha.
Desse dia em diante as duas passavam todas as tardes brincando e foram descobrindo muitas coisas em comum, o que aumentou a amizade delas.
Então um dia elas resolveram dar um basta a toda essa disputa entre reinos que seus pais promoviam e bolaram um plano. Vestiram-se de camponesas e cada uma foi viver no reino oposto. Chegando nas salas do trono elas provocaram os reis, o que causou uma baita perseguição, e que culminou de todos se encontrarem no lugar neutro onde as meninas brincavam. Ali elas se revelaram para os reis, seus pais, e tentaram convencê-los que seria muito mais vantagem se os reinos se unissem, Acabaria o gasto com a guerra, não haveriam mortos e que juntos poderiam somar recursos e preservar a paz em todo reino.
Os reis finalmente cederam e formaram um único reino. As duas famílias foram morar dentro do mesmo muro e viveram felizes para sempre.


Autora: Christine Costa.




Obs: Fazia tempo que não encontrava inspiração para o blog Cost@. Passei a me dedicar com Magílica, também da autoria de Christine Costa (minha filha). A mesma escreveu esse texto hoje e resolvi postar. Achei interessante, pois ainda traz uma moral que serve para refletir sobre nosso país e o mundo. A união, trabalho em equipe, é muito mais vantajoso do que a disputa e a guerra. 


domingo, 1 de novembro de 2015

A História Perfeita para os Dias Atuais

Cada dia que passa me assusto com a "censura" crescente entre nós.
Não se pode dizer o que pensa, sem ser massacrado por um grupo. Se você pensa de um jeito, desagrada um grupo ou agrada a outro.
Dessa forma, penso em histórias...
Que história seria compatível para os dias atuais?
Quem sabe deva ser assim:


Era uma vez uma pessoa que conheceu outra. Elas se envolveram e é só isso. Pois não posso ser contra ou à favor das escolhas que eles iriam fazer.
Um era de uma cor e outro talvez fosse da mesma cor do outro ou não.
Um tinha uma profissão e o outro trabalhava com outra coisa.
Pessoas ficaram contra e outras à favor do relacionamento deles. Mas não posso dizer como e nem por que para não levantar polêmica e agradar à todos.
Um tinha uma opinião e o outro também tinha uma opinião, mas não posso dizer se concordavam ou não.
Um dia se uniram, mas não posso dizer que tipo de união, e tiveram filhos. O sexo dos filhos, também, não posso dizer pois eles só vão saber o dia que escolherem que sexo querem ter.
E não sei se foram felizes, nem se para sempre, pois poderia ofender alguma ideologia.

E assim está ficando a "liberdade de expressão". Vigiada e criticada, como uns anos atrás. Nada mudou?



domingo, 6 de setembro de 2015

A Água do Poço

Era uma vez um rei que convidou todos do reino para uma festa, menos uma bruxa vingativa que jogou uma poção de loucura na água do poço.



Todos beberam da água do poço, menos o rei. Com a loucura espalhada a população se reuniu contra o rei querendo matá-lo, pois diziam que o rei é quem estava louco, por discordar do comportamento de todos.





O Rei foi encurralado, mas antes de ser atacado pediu um instante e bebeu da água ficando louco igual à todos. Assim não foi morto e foi aceito.



domingo, 19 de julho de 2015

Vai cair

Dois amigos conversavam sobre a atual situação do país, e que já vem de longa data acontecendo durante anos e anos desde que o mundo é mundo. Estavam falando sobre a corrupção.
Um deles usou um exemplo interessante:
- A corrupção é culpada quando morre alguém no hospital por falta de recursos, materiais e humanos. Pois como o dinheiro foi desviado não se comprou aquele medicamento ou foi comprado algum de má qualidade.

O outro amigo reforçou a ideia dizendo:

- Já vejo como um avião. Um daqueles bem confortáveis por dentro, especialmente na poltrona. Que contem som, vídeo, botões com tudo que é vantagem pra chamar a aeromoça que traz o Whisky, fazer ligações de celular, ou qualquer outra coisa. Só que o resto do avião é todo com materiais fracos e má qualidade. Parafusos que soltam, motor sem potência, vidros frágeis... Afinal de contas, algo tem que sair barato pra compensar alguém, certo? Aí o bicho sobe aos céus e em pouco tempo tudo se solta causando uma tragédia. Mas a poltrona não... tem que estar confortável pra seu doutor ficar feliz. Assim é a corrupção que não percebe que tudo que hoje é vantagem, amanhã será reduzido à nada.

Boa semana para todos.


domingo, 5 de julho de 2015

Uma Vida, Uma História

Minha avó me ensinou que quando mais a gente ouve, temos ali uma chance de como se viver melhor. Aprendemos a viver pela experiência dos outros. Seguindo essa ideia é que presto aqui uma homenagem emocionada.

Por volta dos vinte e poucos anos,  através de um grande amigo, passei uma noite ouvindo músicas ao vivo, voz e violão, em um terraço num bairro da minha cidade. Eramos jovens, cantando em roda, conhecendo amigos de outros amigos e ao final, já quase de manhã, limpávamos o local para não deixar a sujeira para aquela família que nos acolheu. Outras noites aconteceram e fizeram dessa época um marco na minha vida. Essa experiência criou a rara oportunidade, naquela época, de uma conversa informal com os pais de amigos. Não havia uma armadura de respeito, herança da rigidez, e sim um sorriso de franqueza. 

Seu Jorge era o guardião dessa família. Raramente vi seus olhos claros e emocionados  com expressão de revolta. O seu sorriso iluminador era o simbolo de seu bom humor nas nossas conversas, mas que também tinha opinião e expressava com personalidade forte. Seu Jorge teve dificuldades para construir uma vida, mas tudo isso ficou pra trás com o amor que sua família lhe deu em vida.

Seu Jorge se foi e imediatamente o que "li" na sua vida foi: Dedicar-se sem limites ao que realmente vale a pena nessa vida curta. No caso dele foi o amor. Dedicou-se a sua família com todas as forças e foi muito feliz. Ele mostrou que é possível sim realizar seus sonhos. Mesmo lá nos anos que eu tinha cabelo, eu via a forma como Seu Jorge olhava emocionado para sua esposa e filhas. Como quem tivesse ali um tesouro imenso. Depois netas e por fim uma bisneta. Seu Jorge foi muito feliz e sua vida tem que significar algo para as novas gerações. Sei que ele não nos quer tristes, mas a saudade é algo inevitável não sentir. 
Agora imagino ele, lá onde estiver, perto de São Pedro dizendo algo do tipo, com aquele humor:

- Opa, gente boa. Tá tudo muito bom por aqui, mas aonde é que eu encontro uma geladinha pra tomar com meus amigos?

Salve Jorge.