domingo, 5 de julho de 2015

Uma Vida, Uma História

Minha avó me ensinou que quando mais a gente ouve, temos ali uma chance de como se viver melhor. Aprendemos a viver pela experiência dos outros. Seguindo essa ideia é que presto aqui uma homenagem emocionada.

Por volta dos vinte e poucos anos,  através de um grande amigo, passei uma noite ouvindo músicas ao vivo, voz e violão, em um terraço num bairro da minha cidade. Eramos jovens, cantando em roda, conhecendo amigos de outros amigos e ao final, já quase de manhã, limpávamos o local para não deixar a sujeira para aquela família que nos acolheu. Outras noites aconteceram e fizeram dessa época um marco na minha vida. Essa experiência criou a rara oportunidade, naquela época, de uma conversa informal com os pais de amigos. Não havia uma armadura de respeito, herança da rigidez, e sim um sorriso de franqueza. 

Seu Jorge era o guardião dessa família. Raramente vi seus olhos claros e emocionados  com expressão de revolta. O seu sorriso iluminador era o simbolo de seu bom humor nas nossas conversas, mas que também tinha opinião e expressava com personalidade forte. Seu Jorge teve dificuldades para construir uma vida, mas tudo isso ficou pra trás com o amor que sua família lhe deu em vida.

Seu Jorge se foi e imediatamente o que "li" na sua vida foi: Dedicar-se sem limites ao que realmente vale a pena nessa vida curta. No caso dele foi o amor. Dedicou-se a sua família com todas as forças e foi muito feliz. Ele mostrou que é possível sim realizar seus sonhos. Mesmo lá nos anos que eu tinha cabelo, eu via a forma como Seu Jorge olhava emocionado para sua esposa e filhas. Como quem tivesse ali um tesouro imenso. Depois netas e por fim uma bisneta. Seu Jorge foi muito feliz e sua vida tem que significar algo para as novas gerações. Sei que ele não nos quer tristes, mas a saudade é algo inevitável não sentir. 
Agora imagino ele, lá onde estiver, perto de São Pedro dizendo algo do tipo, com aquele humor:

- Opa, gente boa. Tá tudo muito bom por aqui, mas aonde é que eu encontro uma geladinha pra tomar com meus amigos?

Salve Jorge.

domingo, 14 de junho de 2015

Arte na Galeria


Desabafos

1) Estamos passando por um período que, quero acreditar, seja uma transição para algo que há de vir. Digo sobre o país e sobre as pessoas.
Existem grupos e sub-grupos se formando, no melhor estilo do "Dividir para Conquistar". De tal forma que as pessoas não podem, com a liberdade de direito, sequer expressarem suas opiniões. Fazer humor com qualquer tipo de pessoa que se encaixe em algum grupo, hoje em dia é motivo de ações judiciais.

Está na hora de definirmos nossas opiniões tendo como referência o ser humano e a preservação do nosso planeta. Dessa forma estaremos unidos como somos: todos iguais.

2) No cinema, todos com pacotes de pipoca. Me faz pensar como alguns seguem as tendências, modas, idéias passageiras, sem hesitar. Chega ser cômico pensar que as pessoas amanhã podem deixar a pipoca de lado e optar por algo diferente. É só mais uma ação de marketing ou alguma celebridade lançar um produto e pronto. Tá lá a "febre".
Em 2011 estava em São Paulo e todos na praça de alimentação de um shopping usavam smartphone, mesmo duas pessoas na mesma mesa, sequer se olhavam. Hoje em dia esse comportamento se tornou normal nas ruas e as pessoas, ignoram furto, violência, até esbarrar em outra pessoa, quando olham para o telefone e caminham ao mesmo tempo. Será que ficou fora de moda perceber que existe um outro ser humano igual à nós. Se tornou mais fácil saber dos outros do que conhecer pessoalmente?




Um período de ausência, mas estou de volta. 
Até semana que vem no Blog Cost@.

Boa semana pra todos!!!



Quer ver mais arte na galeria?:

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domingo, 26 de abril de 2015

Na Onda dos Vingadores

HQ 
ZECA RAIDE








Texto: Christine Costa
Arte: Marcos Costa


Então... diz aí..
Gostou? Escreva nos comentários, vai.
Mais Zeca Raide? 


Até semana que vem.

Uma boa semana para todos.

domingo, 19 de abril de 2015

Um Conto Quase Macabro

CRÔNICA

Aconteceu na Transilvânia, que um homem, ao comprar mantimentos em uma feira, esbarrou sem querer em Rufus, um homem sinistro que também fazia compras. Todas as sacolas de Rufus foram ao chão e se rasgaram, fazendo com que os alimentos rolassem ou se sujassem ao chão de terra úmida daquela pequena vila. O prefeito estava por perto e deu uma risada. Em seguida, as pessoas que estavam ali começaram a rir sem parar quando Rufus tentava apanhar todas as frutas que rolavam pelo chão.

O homem com toda simplicidade pedia desculpas pelo acontecido e oferecia sua sacola de frutas para que Rufus não se sentisse prejudicado. Rufus era um lacaio, servo de um homem sombrio discípulo de Drácula, e não aceitava as desculpas de forma alguma. Disse que iria contar para o Conde Kalbert e que o homem comum seria o primeiro que sofreria, em seguida o prefeito e depois toda a população. Seriam transformados em vampiros pelo seu mestre. De humor para horror, todos se apavoraram e começavam a culpar o homem que esbarrou em Rufus quando um mestre interrompeu a algazarra e reuniu todos para um conselho.

Rufus ao chegar na mansão, contou que a população zombava e duvidada do poder de Kalbert. Que faziam chacota dele não poder sair durante o dia e que enviava seu lacaio. Karlbert furioso seguiu o plano de Rufus e foi visitar primeiro o homem comum à meia-noite.

Em um casebre sem riqueza, sem lacaio ou seguidores, morava o homem que esbarrou em Rufus. Karlbert foi disfarçado de peregrino e acordou o homem ao bater firmemente na porta. Ele abriu a porta e viu a figura de um homem de costas que pedia abrigo por um período. Afirmou que sofreu um ataque, ladrões de carga, na estrada. O homem disse que havia água e comida num pequeno depósito do lado de fora e se quisesse poderia até dormir lá. O falso peregrino insistiu e o homem negou três vezes. Por fim, despediu dizendo que tudo que estivesse no depósito era o que comprara mais cedo e contou sua versão dos fatos. Karlbert assim desistiu e foi embora.

O mestre na vila havia aconselhado à todos que não se apavorassem. Apenas deveriam ter cautela ao andar nas ruas e becos na madrugada e dizer não a qualquer pessoa que pedisse para entrar em suas casas. Porque só entra em você o que você permitiu entrar. Se alguém lhe oferece o veneno da inveja, orgulho, ciúme, rancor, ódio e até das maldições e você tem a coragem de dizer "não", aquele veneno não entrará na sua vida.










Boa semana para todos. Seja bem vindo, visitante. Pode entrar no Blog, você está sendo convidado, faça comentários, se quiser, e seja um seguidor. 


domingo, 12 de abril de 2015

Pequeno Oásis de Reflexão

CRÔNICA


Uma vez um grupo de exploradores, em um deserto, seguiram em direção incerta e se perderam.
Eram cinco pessoas e os mantimentos não duraram por muito tempo. Entre eles um se destacava, pois era um homem grande e faminto que consumiu a água e os alimentos antes do prazo. Tinha uma boca grande, tanto para comer como para falar, que cansava os outros quatro, além da fadiga física, esgotando a paciência.
Até que encontraram um pequeno oásis no meio de todo aquele universo de areia. Era um lugar cercado de vegetação rasteira com o que parecia ser um poço ao centro. Lugar de poucas sombras e sem nenhuma arvore frutífera, mas que já poderia saciar a sede dos cinco peregrinos. Enquanto os quatro exploradores analisavam o pequeno oásis, o homem grande e faminto foi até o poço e pensou:

Não vão me dar vantagem alguma aqui. 
Vou beber o máximo de água que puder para não morrer de sede.


E assim o fez. Pensou somente na sua sobrevivência. Ele foi bebendo, bebendo e não conseguia parar. Sem perceber, ele bebeu a água toda. Percebeu que não havia uma fonte de água que brotasse da terra. Era um tipo de reservatório onde alguém encheu e seguiu viagem. Agua para si mesmo e hidratar algum camelo. Talvez de algum viajante, um vendedor de especiarias, que passasse sempre por ali. Ele bebeu de tal vontade que a água acabou.
Os outros exploradores retornaram e encontraram o homem faminto caído ao chão, se engasgando, pois estava se afogando de tanta água que ingeriu. Por fim, morreu.
Os outros quatro exploradores, sem direção, sem comida e água, ficaram lá esperando seu destino. Ou morreriam dias depois, ou seriam resgatados pelo viajante que preparou o pequeno oásis. O que iria acontecer, pois já estavam desidratados e desnutridos?

Bem, a história poderia ser outra e bem melhor. O homem faminto e grande, se não bebesse a água toda estaria vivo e seus colegas em melhor estado, se tivessem dividido a água.
Se agissem como equipe, em grupo, ao menos refletissem e decidissem juntos, poderiam ter evitado a morte do homem grande, desde que contivesse sua ansiedade,  e consequentemente do restante do grupo.
Tantas variáveis, de forma que você mesmo poderia formar uma nova história.
Quem sabe nossas vidas.
Que tal? Comecemos hoje mesmo na nossa vida para que ninguém morra de sede. Perceba que ninguém sobrevive sendo uma ilha. Podemos contar e devemos com as pessoas. Isso faz de nós tão sábios quanto as aves do céu que migram em busca de alimentos.

Para refletir, com caridade e simpatia.





Boa Semana para Todos. 
Visitantes e amigos, em breve, se tudo der certo, apresentarei aqui novidades.